Seguidores

quarta-feira, 16 de abril de 2008

DICAS GERAIS DE PREPARAÇÃO ÀS ÚLTIMAS FASES DO CACD

Antes de discutirmos a preparação matéria por matéria, como fizemos para a primeira fase do CACD, é importante debatermos os aspectos gerais da preparação para as últimas etapas do concurso de 2008. A quantidade de e-mails e mensagens que recebemos com perguntas a respeito de métodos de estudo, de quantidade de horas de leitura diária, da utilidade de fazer um curso preparatório ou aulas particulares é muito grande e essas dúvidas merecem uma discussão um pouco mais detalhada.





Em primeiro lugar, não existe uma receita "mágica" e nem mesmo um metodologia que possa ser considerada "mais indicada" para qualquer candidato. Não faz tanta diferença se o candidato estuda quatro, seis ou oito horas por dia, o que faz a diferença é qual o grau de absorção do conteúdo e qual o nível de conhecimento consolidado que o candidato tem em cada matéria. Mais do que procurar fórmulas prontas entre os já aprovados (que são as mais diversas possíveis), o candidato precisa encontrar o método mais adequado às suas necessidades. Cada indivíduo tem um ritmo de leitura e uma habilidade específica mais forte, que precisam ser encontradas.



Entre os aspectos mais importantes da preparação para as últimas etapas, a abrangência do programa de estudos é o de maiores implicações para qualquer estratégia. Ao contrário do que parece, o concurso de 2009 está mais difícil. A redução do tempo das provas para quatro horas veio acompanhada da redução de cinco para quatro questões discursivas. Diante de um programa tão amplo e diversificado, que é impossível de ser exaustivamente estudado no médio prazo, a retirada de uma questão diminui ainda mais o espectro de abrangência das provas. Menos temas serão abordados dentro de um conjunto que permanece o mesmo. Diante desse fato, a cobrança de uma questão relacionada a um tema cujo o candidato não tenha domínio suficiente causará impactos proporcionalmente maiores na nota final e, dessa forma, na aprovação. As inéditas questões de extensão e peso diferenciado( duas de noventa linhas com peso de trinta pontos, duas de sessenta linhas com peso de vinte pontos) também modificam drasticamente a formulação da prova, já que será necessária capacidade de concisão e, ao mesmo tempo, a capacidade de elaboração do candidato na construção da resposta.



A leitura da maior quantidade possível de obras indicadas pela bibliografia é fundamental, em todas as matérias. A estratégia mais ingênua é aquela na qual o candidato aposta em "temas quentes", concentra-se neles e conta com a sorte. Ainda que não seja possível dominar todos os tópicos em todas as matérias, é mais do que necessário ter elementos que possibilitem a formulação de uma resposta que combine análise, apresentação de fatos e a aplicação de conceitos relacionais.



A redução do "corte" para 50% da pontuação, ao contrário do que parece, não é um facilitador das provas. Pelo contrário, com a redução da nota mínima exigida as bancas poderão ser mais exigentes na correção, bem como viabiliza uma disputa competitiva entre menos de duzentos candidatos aprovados na segunda fase. Fiquem de olho nesse aspecto!



A realização de exercícios e simulados ajuda significativamente no desempenho final. É nesse aspecto específico que os cursos preparatórios dão grande suporte. A orientação de um bom professor, que seja capaz de "mastigar" os temas e indicar leituras que otimizem o tempo de estudo, é elemento diferencial na estratégia de preparação. Aulas particulares são ainda mais eficientes para a solução de problemas individuais, especialmente nas línguas estrangeiras. Se não houver orçamento para tudo, simplesmente LEIA MUITO, LEIA ATÉ MORRER, DEVORE TODOS OS LIVROS QUE PASSAREM NA SUA FRENTE.



Por último, cabe ressaltar que é sempre melhor estudar para a nota máxima, nunca para a nota mínima. Um desempenho regular em todas as matérias pode reprovar o candidato caso haja um "tropeço" em alguma delas e, acreditem, SEMPRE HÁ.



A impossibilidade de dominar completamente todo o programa, entretanto, induz o candidato escolher prioridades. Para contirbuir nessa escolha, vai aqui minha SUGESTÃO(ênfase no termo, pois não se trata de "receita de bolo"): concentre-se nas sua melhor matéria, estude-a muito para alcançar uma nota acima de oitenta (que serviria de compensação) , e concentre-se também nas suas piores matérias, estude-as muito para reduzir o dano ao mínimo possível. Nas matérias restantes, a regularidade dá a garantia da aprovação.





Antes que algum de vocês diga que é fácil falar, que é muito difícil se preparar ou qualquer outra "ladainha" do tipo, alerto que aquilo que parece impossível o é até que o candidato arrisque o sacrifício e"vá lá e faça". Muitos o fizeram e hoje são diplomatas.



O momento é de superação e dificuldade, meu caros. Baixem a cabeça e vão aos estudos, porque é o ESFORÇO, mais do o talento, que vai aprová-los no CACD 2008.

7 comentários:

Anônimo disse...

MENOS de 200, Maurício? Para 115 vagas finais? É aposta no escuro ou "passarinho" lhe contou? ;)

M-A-C disse...

Nem uma coisa, nem outra. è ´so análise de conjuntura. releia o texto com atenção e verá que faz sentido. Além do mais, em 2006 foram 190 aprovados pra 60% de corte e 105 vagas, em 2007 foram 201 aprovados pra 60% de corte e 105 vagas. Em 2008, meu caro, são 115 vagas, mas o corte é de CINQÜENTA PORCENTO. Pra que haja 115 pessoas que façam 50%, definitivamente não é preciso que haja 200 pessoas na última etapa.

Anônimo disse...

Ok, faz sentido mesmo. A diminuição da nota de corte este ano garante certa disputa, mesmo que haja proporcionalmente menos concorrentes por vaga.

Ludmila disse...

Olá a todos que participam do dialogodiplomatico, este ano, assim como no ano passado realizei as provas do IRBr, porém o fato de matérias que antes só faziam parte da 2ª e 3ª etapas estarem presentes na 1ª fase caiu muito meu rendimento.Moro em Maceió, Alagoas e não tenho muito acesso à alguns livros indicados pela bibliografia..Gostaria de saber se poderiam colaborar indicando sites, ou mesmo livros de mais fácil acesso.Agradeço desde já.
Ludmila.

Renan D. Baptista disse...

Achei extremamente importante a dica que m-a-c nos dá neste seu ultimo texto. O necessário para um bom estudo é absorver o que está sendo lido, é incorporar ao conhecimento já adquirido, é fazer valer o que está sendo estudado. O necessário para um bom estudo é saber onde é o seu limite, não adiante estudar 10 horas por dia se apenas 4 horas são aproveitadas. O estudante, assim, perderá 6 horas do seu dia. Testem-se e saibam tirar proveito de cada linha que vocês lêem, seja fazendo fichamentos ou não. Mas lembrem-se que o verdadeiro vencedor é aquele que sabe que há uma limite entre aprendizado e não aprendizado. Já vi pessoas estudarem 10 horas por dia e não passarem, e já vi gente estudando 3 horas (diariamente, consistentemente) que obtiveram êxito. E neste caso eu me incluo. Eu, menino do interior do RS, passei na USP, coisa que era duvidosa entre meus outros colegas. Mas estudava de segunda a segunda, 3 horas por dia. Nunca fiz fichamentos, pois achava que eram desnecessários e perda de tempo, pois, sempre para me recordar da matéria lia minhas marcações no próprio livro. Estas são dicas minhas, sei que não vale para todos, mas as indico por que através delas obtive sucesso. Boa sorte a todos!

aarao disse...

Olá Para Todos! Preciso das provas da segunda fase do concurso nesse ano. Alguém poderia me informar site ou me repassá-las via e-mail. Fico muito grato se puder obter a ajuda dos colegas. Meu endereço é aaraox@hotmail.com

Carla disse...

Muito bom esse post!

Tem alguma forma de conseguir essas provas da 2ª etapa em diante? Estou me preparando pesadamente p/ a prova do ano que vem e após ter comprado livros da bibliografia obrigatória e indicada, só falta ver como são cobradas as questões.

Obrigada pela atenção :)